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14 de abril de 2018

  ♥ Simplicidade...♥


Acabei de crer que os seres humanos gostam mesmo é de problema, de drama, do que é difícil.

Vivem em constante insatisfação, querendo sempre o que na sua vã percepção, “julgam” como extraordinário. Resultado: sofrimento...

Quando vamos entender que o “caminho do meio” é o que nos leva ao equilíbrio e que não é uma mera frase bonitinha e budista da moda?

Lamentável, passarmos uma vida sofrendo pelo pouco que não temos, mas que no torpor da ilusão, cremos que nos seria fundamental e não conseguirmos entender o imensurável valor de tudo o que temos.

Até quando estaremos dispostos a pagar caro, perdendo o que nos rodeia, para definitivamente aprendermos a valorizar?

A verdadeira beleza está em apreciar, em sentir gratidão pelo que temos e pelos que estão ao nosso lado, de fato, por mais comum, mais simples que nos pareçam.

A verdadeira beleza passa definitivamente pela SIMPLICIDADE...o natural, o aparente comum, o próximo, têm um encanto especial, basta ajustarmos o olhar.

E isso...é o começo da SABEDORIA, é o caminho para vivermos momentos de PAZ...



8 de abril de 2018

  ♥ Expansão...♥

Poema e foto da Helena Chiarello

Divino é o momento
em que lembramos nossas asas.

E mesmo que,
por vezes,
o temor das quedas
nos faça estremecer ao voo,
lá do alto,
a contemplação:

            O sorriso por dentro do vento,
            a visão espantada
            diante do milagre do infinito
            e a certeza                          
                               – esplêndida –
 de que,
 muito acima de todas as razões,
 os céus ainda acontecem...


Helena Chiarello

31 de março de 2018

♥Reflexão... ♥

Do livro:



Aproveito para desejar uma alegre, abençoada e muito feliz PÁSCOA!

abração,chica

25 de março de 2018

  ♥ Sons♥
 



Nos meus
sentidos flutuo
docemente perdido
num sonho errante
silentemente
ouço vagarosamente
a fragrância
do silêncio
decepado num rugido
absorto do vento
que placidamente
adormece
num profundo aflorar
do eterno viver .


Emanuel Moura





17 de março de 2018

  ♥ Etiquetas...♥
 


Em minha calça está grudado um nome que não é meu
de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.

Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.

Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.

Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.

Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso,
abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.

Estou, estou na moda.
É duro andar na moda,
ainda que a moda seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.

Com que inocência demito-me de ser eu
que antes era e me sabia tão diverso de outros, tão mim mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.

Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro, em língua nacional ou em qualquer língua (qualquer, principalmente).
E nisto me comparo, tiro glória de minha anulação.

Não sou - vê lá - anúncio contratado.

Eu é que mimosamente pago para anunciar
para vender em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta global
no corpo que desiste de ser veste e sandália de uma essência tão viva
independente, que moda ou suborno algum a compromete.

Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam
e cada gesto, cada olhar cada vinco da roupa
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.

Por me ostentar assim,
tão orgulhoso de ser não eu,
mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem

Já não me convém o título de homem.

Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.


 Carlos Drummond de Andrade



* Vi na Emília Pinto li, guardei e compartilho... Adorei! Faz pensar!

10 de março de 2018

  ♥ Caminhos e caminhadas...♥
 

Wellington Maia.

Todos os dias o caminho é o mesmo.

E durante esse trajeto percebo que poucas coisas mudam.

Uma nova fachada, uma nova construção, algumas pessoas diferentes no ponto de ônibus... mas oque não muda e sempre me chamou a atenção é a grama plantada em faixas diagonais na calçada do vizinho da esquina, sempre verdinha e bem aparada.

Nesse trajeto, cumprimento algumas pessoas . Aceno com a mão direita, balanço a cabeça e; Bom Dia!

Faço o mesmo caminho para chegar ao mesmo lugar, meu ofício me aguarda.

Em um desses dias a bateria do carro descarregou. Fiz a pé o mesmo caminho como se estivesse de carro, até o ponto de ônibus na Praça. O bom dia foi diferente, (teve até um, tudo bem?), percebi detalhes nas casas da vizinhança e me dei conta que em muito meu bairro havia mudado. As crianças que vão para a escola são maiores que pensei. E aquelas pessoas que pareciam ser estranhas eram meus vizinhos da rua abaixo.

Ao retornar, a vizinha da esquina estava lavando a grama com água e sabão, provavelmente reutilizada da máquina de lavar, e me questionei como pode uma grama ficar assim  tão bonita com sabão?

_ Boa noite vizinha! Lavando a grama?

_ Boa noite vizinho! É, tenho que lavar, essa grama sintética fica feia quando acumula poeira...

Com um sorriso sintético e sem graça respondi:

_ Verdade...

Puts!!! A grama verdinha do vizinho é sintética!!!!?

Mantendo o trajeto e mudando a forma de caminhar, novas paisagens surgiram, várias dúvidas se foram, algumas se confirmaram e uma certeza se foi, aquilo que não mudou é sintético.




3 de março de 2018

  ♥ Mensagem ...♥
 



"O rio passa ao lado de uma árvore, cumprimenta-a, alimenta-a, dá-lhe água...
e vai em frente, dançando. Ele não se prende à árvore.
A árvore deixa cair suas flores sobre o rio em profunda gratidão,
e o rio segue em frente. O vento chega, dança ao redor da árvore e segue em frente.
E a árvore empresta o seu perfume ao vento... Se a humanidade crescesse,
amadurecesse, essa seria a maneira de amar."

Osho

* Ganhei por email da Alzira 

25 de fevereiro de 2018

  ♥ A lenda do girassol...♥

* Trouxe lá da Catarina

Era uma vez uma estrela que sentia um grande amor pelo Sol.


Antes de o Sol desaparecer no horizonte, ela era a primeira a chegar para o ver mesmo que por breves momentos. Quando o Sol se punha, a estrela não conseguia conter as lágrimas... e chorava... chorava...


A Lua tentava fazer-lhe ver que ela não podia continuar a viver assim, neste desespero, que ela tinha nascido para brilhar de noite e para lhe fazer companhia. Mas a estrela estava a ficar cada vez mais apaixonada.


Um dia, a estrela teve uma ideia. Foi falar com o Rei dos Ventos para lhe pedir ajuda. Gostaria de poder olhar o sol eternamente...


O Rei dos Ventos respondeu-lhe que não podia satisfazer o seu pedido a não ser que decidisse viver na Terra. Só assim a poderia ajudar, pois neste caso ela deixaria de ser estrela.


Ao ouvir a resposta do Rei dos Ventos ficou tão feliz que se tornou estrela cadente imediatamente, caindo na Terra em forma de semente.


Mantendo a sua promessa de a ajudar, o Rei dos Ventos plantou a semente com todo o cuidado e regava-a todos os dias com muito carinho.


Os dias foram passando e a sementinha, aos poucos, tornou-se numa planta que crescia, crescia, aproximando-se cada vez mais do Sol.


Quando as suas pétalas se abriram, começaram a seguir o sol o dia inteiro... Como ela era feliz!!


E foi assim que as suas pétalas ficaram da cor do seu querido Sol.

17 de fevereiro de 2018

  ♥ Comida afetiva ou Medo de Comida...♥

Esse texto li e adorei! Trouxe lá da ANA PAULA pois achei lindo e ótimo para uma leitura de enfeitar domingos...

Convido a leitura e encantamento...

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"Não é tão saudável, mas é comida de conforto que aquece a alma."

Comida afetiva não é o melhor título para esta postagem.


Medo de comida. Agora sim, é sobre isto que quero dialogar com vocês.


Não sei se vocês já esbarraram por aí, internet afora, nessas hashtags - #comida afetiva #comida de conforto #nao tao saudavel #alimentação emocional.


Num primeiro olhar, é bonito, é poético, porém eu comecei a colocar bastante atenção no fenômeno e percebi algo escondido por trás da linda comida afetiva.


A frase que abre esta postagem exemplifica minha percepção.


O contexto era uma bonita foto numa mesa de toalha e louça claras, flor, e um prato de talharim de encher os olhos e dar água na boca.

Mas junto a esse cenário e momento bonito, apetitoso, vem a justificativa - não é tão saudável, mas é comida de conforto que aquece a alma.


E tantas outras postagens cuja legenda esconde e justifica um medo. "Olha, mas não é fritura viu?!"

"Ah, não é sempre que eu como isso, é porque minha avó fez né?!" "De vez em quando pode".


Estamos com medo da comida e por isso nos justificamos tanto.


Afastamos-nos tanto da comida caseira, ganhamos muito conhecimento com novas descobertas, pesquisas, somos constantemente assolados por notícias de famosos que comem "tal e tal"para se manterem jovens, não comem isso porque faz mal, ou comem aquilo porque faz muito bem. E além de perdidos com tanta confusão, o medo está assombrando nossas fotos mais lindas de comida.


Disfarçamos com nossas justificativas.


E sentimos vontade, necessidade dessa comida afetiva, dessa comida que aquece a alma.


E não deveríamos ter medo dela.


Equilíbrio, moderação, temperança é o que nos faz bem.


Por outro lado, há um movimento sem medo. Um movimento com alegria de resgate dos antigos cadernos de receita de nossas avós, mães, tias, madrinhas.


Ah! Como eu me lembro de minha mãe recortando "selos" que vinham na embalagem do café Seleto; mandou-os todos pelo correio e recebeu um livro em espiral, capa verde com receitas.


Já folheei cadernos de receita amarelados, uma e outra mancha de um dedo engordurado.


E para não ter medo de comida, duas fotos que estavam no meu celular.

Foram tiradas em julho deste ano, lá na fazenda onde mora Tiana, minha sogra.

A legenda é longa:

Os dias de férias foram passados lá. Montanhas cercam a casa. O vizinho próximo, uns cinco, dez minutos de carro. Ao redor, vacas, pasto, café plantado, mudas de café, casal de gansos, galinhas soltas.

Compra do mês é literal ali. Nos outros 29 dias, corre lá na horta e apanha tomatinhos para a salada.


Eu achei na despensa uma caixinha de leite condensado, um achocolatado para vencer e não tive dúvidas: fogo, manteiga na panela e vamos de brigadeiro de colher.

Minha sogra que pouco enxerga, começou a me rodear na beira do fogão. E eu ralhando com ela para sair dali.

Não adiantou. Ficou ali em roda até eu colocar o doce no prato e como ela já estava trocada, banho tomado, falei bravo para ela sair dali que iria se sujar na pia.

Então ela me revelou o que queria:



"Me dá a panela que eu quero "rapá"

Tô aqui te rodeando que é pra você não colocar água na panela!

Saiu de perto de mim e foi raspar a panela em paz debruçada na sua janela!



10 de fevereiro de 2018

  ♥ Reflexão ... ♥
 




Por meio de orações em que a autonomia individual é respeitada, a consciência do peregrino se torna um templo ativo. Esta é uma oração para o início do final de semana:



“Nós exaltamos a Lei Universal, e agradecemos a ela por todas as bênçãos da semana que agora termina.


Agradecemos pela vida, pela saúde, e pela força; pela casa, pelo amor e pela felicidade; pela disciplina das provações e tentações; pela felicidade do nosso êxito e prosperidade.


A Lei estabelece: em seis dias devemos fazer todo o nosso trabalho, e o sétimo dia deve ser dedicado à contemplação da lei e ao descanso.


A Lei Universal nos eleva pelas bênçãos do trabalho, e nos santifica no amor e na graça pelas bênçãos do descanso.”


Em cada instância do mundo, o modo ótimo de agir inclui o hábito de consultar nossa consciência interna. Se ouvirmos a voz do silêncio, nossa existência mudará para melhor – em meio a desafios significativos – e poderemos trabalhar mais tempo, ficando menos cansados.

Aprender a viver é uma forma de alquimia interior.


3 de fevereiro de 2018

  ♥Um questionamento... ♥
 



A falta de compaixão pelo semelhante é muitas vezes o início de animosidades que a ninguém serve. Porquê a guerra e não o amor?


27 de janeiro de 2018

  ♥ Vi, li, gostei ... ♥
 



"Os amanheceres são sempre janelas que Deus abre para nós.
Essa claridade da vida, esse abrir do novo dia são oportunidades
que Ele nos dá a fim de que reconheçamos que tudo é renovação, é chance para seguir."


Fran Ximenes


* Li  lá na Maria Luiza e achei uma bela reflexão para os domingos e sempre...

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De volta da praia, bem reenergizada, juntos vamos em mais um ano por aqui!

Que seja legal pra todos!

beijos,chica