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27 de março de 2016

♥ Páscoa e renascimento... ♥


A celebração da Páscoa – um costume seguramente pré-judaico e inter-religioso - constitui uma prova viva de que a evolução da alma se dá em comunhão com o ciclo anual do Sol, e de que coincide com o ciclo das grandes iniciações da filosofia oriental.

Os ovos de Páscoa são herança dos festivais pagãos da primavera do hemisfério norte. Eles simbolizam o renascimento da vida em toda sua variedade. Já a presença do coelho nesse “festival de renascimento” pertence à cultura egípcia. A lebre era símbolo da fertilidade e representava a periodicidade dos ciclos naturais da vida. A tradição afirmava que o coelho costuma esconder ovos de Páscoa para as crianças procurarem.

As crianças estão ligadas à Páscoa e, de fato, elas são símbolos indiscutíveis do recomeço da vida. Internamente todo ser humano é como uma criança até o final da sua existência, porque há nele algo que está sempre renascendo.

Quando o indivíduo passa a ser consciente disso, ele vive mais diretamente a primavera permanente que se oculta em cada uma das quatro estações do ano. E isso não é tudo. Ele também vive com mais eficiência o ciclo maior das quatro idades de uma vida completa.

O outono simboliza a maturidade. O inverno é a velhice. A primavera é a infância, e o verão, a juventude. As quatro idades são igualmente importantes. Não basta ser como crianças para ter acesso ao reino dos céus, isto é, à consciência nirvânica. Para alcançar a iluminação e receber a bênção eterna, é preciso viver simultaneamente as quatro estações do ano a cada dia.

Deve-se combinar a generosidade e a capacidade de aprender, que caracterizam a primavera, com a força e a coragem do verão, que simboliza a juventude.

A maturidade do outono, assim como a sabedoria e a humilde renúncia que são típicas do inverno, constituem características igualmente importantes para quem quer viver a Páscoa de modo completo.

* Desejo a todos que aqui passarem, uma Páscoa alegre, abençoada e muiiiiito feliz!  bjs, chica 

20 de março de 2016

♥ Vi, gostei e compartilho... ♥





"Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece, por um momento os números, a semana, o dia do teu aniversário. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento." (Fernando Campanella)

* Vi na Nidja Andrade

13 de março de 2016

♥ Meditando... ♥




Somos madeira que apanhou chuva.
Agora não acendemos, nem damos sombra.
Temos que secar à luz de um sol que ainda não há.
Esse sol só pode nascer dentro de nós.

Mia Couto

* Recebi por email da Alzira Dinelli, achei lindo e trouxe aqui!

6 de março de 2016

♥Um texto pra ler, pensar... ♥




“As bombas se empilham nas fábricas, a polícia percorre as cidades, as mentiras fluem pelos alto-falantes, mas a terra continua girando em torno do sol, e nem os ditadores, nem os burocratas, por mais que desaprovem o processo, são capazes de evitá-lo.”

Publicadas em meados do século 20, essas palavras do escritor inglês George Orwell estão perfeitamente atuais na primeira metade do século 21.

Enquanto escrevo, a civilização atual vive uma transição dolorosa, e avança como sonâmbula na direção de um futuro que poucos conhecem. As tensões políticas, econômicas, ambientais e militares parecem fortes. Há uma ansiedade no ar. O tamanho da crise não deve ser exagerado.

Apesar do círculo fechado de conflitos humanos e das preocupações de curto prazo que se eternizam, a imensa Terra ainda gira em torno do Sol. O poder da natureza continua incomparável. A vida cósmica se desdobra graciosamente ao longo de eras incontáveis, enquanto abraça bilhões de estrelas luminosas.

Posso contemplar o infinito no céu acima de mim, assim como faziam meus avós e meus ancestrais ainda mais distantes. Nenhuma lei me proíbe fazer uma oração ou meditar, enquanto meu olhar contempla as nuvens iluminadas pelo sol vermelho que se oculta na linha do horizonte.

Não tenho forças para impor a paz neste ou naquele país. Posso aceitar minha insignificância. Está ao meu alcance ser solidário com as plantas, os animais e as pessoas a meu redor.

Os amigos da paz não conseguem impedir as guerras econômicas ou militares. Eles podem criar justiça e harmonia nas situações em que vivem diretamente, e isso talvez seja sua melhor contribuição para o futuro.

Nem todos os fatos externos dependem da minha vontade pessoal. Meu primeiro dever e minha principal oportunidade para agir como cidadão do mundo é estabelecer humildemente uma paz verdadeira em meus pensamentos e sentimentos.

Posso concentrar minha consciência no que é bom. Isso torna mais fácil agir de maneira construtiva.

Nada me impede de aceitar a vida como ela é ou de aumentar minha capacidade de amar e de ser feliz, de identificar a verdade e viver de maneira correta.